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terça-feira, 8 de novembro de 2016

Salário mínimo deveria ser de mais de R$ 4 mil


A cesta básica pesquisada mensalmente pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) recuou em 14 cidades pesquisadas no mês passado, enquanto em outras 13 houve aumento. De janeiro a outubro, porém, todas as cidades acumularam alta. E para que uma família de quatro pessoas pudesse se manter por um mês, de acordo com contas feitas pelo órgão, o salário mínimo deveria ser de R$ 4.016,27 — 4,56 vezes o piso nacional em vigor, de R$ 880.

Para chegar aos mais de R$ 4 mil mensais para uma família de quatro pessoas, o Dieese usa como base a cesta básica mais cara do país, encontrada em Porto Alegre, ao valor de R$ 487,07. Além disso, leva em consideração a determinação da Constituição de que o salário mínimo deve ser suficiente para suprir as despesas de um trabalhador e de sua família com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência. O valor de outubro é superior aos R$ 4.013,08 necessários em setembro, também de acordo com o órgão.

Segundo os dados levantados pelo Dieese, Florianópolis (5,85%), Vitória (3,19%), Porto Velho (2,18%) e Maceió (2,12%) foram as capitais que registraram as maiores altas na cesta básica em outubro. Por outro lado, os recuos mais significativos ocorreram em Brasília (-5,44%), Teresina (-1,77%), Palmas (-1,76%) e Salvador (-1,66%).

Porto Alegre ficou com a cesta mais cara de outubro (R$ 478,07). Em seguida aparecem Florianópolis (R$ 475,32) e São Paulo (R$ 469,55). Já as mais baratas foram encontradas em Natal (R$ 366,90) e Recife (R$ 373,66). No Rio de Janeiro, o custo da cesta básica em outubro foi de R$ 456,44, alta de 1,08%.

No acumulado no ano, as altas mais expressivas foram identificadas em Maceió (24,25%), Aracaju (23,69%), Rio Branco (21,99%) e Fortaleza (21,21%) enquanto os menores aumentos aconteceram em Brasília (9,58%), Curitiba (10,52%) e Macapá (10,99%).

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