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terça-feira, 3 de janeiro de 2017

Deputado cobra mais rigor do Brasil no combate à perseguição religiosa


Inconformado com mais um atentado terrorista por motivação religiosa, desta vez contra pessoas que celebravam o Ano Novo numa boate na Turquia, que resultou em 39 mortos e 69 feridos no domingo, o deputado federal Roberto de Lucena (PV-SP) prometeu intensificar as ações contra a perseguição religiosa. “Há informações de que autoridades religiosas turcas proibiram as comemorações do Ano Novo por não fazer parte do calendário mulçumano, e sim do cristão. É aviltante a apatia e a aparente insensibilidade das lideranças das nações civilizadas, inclusive as brasileiras, diante da explosão da violência, em várias partes do mundo, motivada pela intolerância religiosa”, afirmou o parlamentar.

Na Câmara Federal, Roberto de Lucena apresentou o Projeto de Lei 7787/14 e está recolhendo assinaturas para apresentar uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) para que o Presidente da República suspenda ou deixe de celebrar tratados, convenções e atos internacionais, diplomáticos ou comerciais, com países que desrespeitem os direitos humanos ou pratiquem a perseguição religiosa. A ideia é oferecer ao Poder Executivo – a quem compete à condução da política de relações exteriores – um instrumento para fazer valer o sentimento do povo brasileiro em relação ao cumprimento dos tratados internacionais sobre direitos humanos dos quais o Brasil é signatário.

Assim que o Congresso Nacional retornar do recesso, o parlamentar prometeu apresentar uma moção de repúdio e solicitar reunião com o ministro das Relações Exteriores, José Serra, para tratar do assunto. “São muitas as pessoas que são torturadas e mortas, impiedosamente, por causa da sua fé, da sua religião, especialmente os cristãos. Essas barbáries recorrentes precisam ser combatidas por todas as autoridades internacionais, inclusive pelo governo brasileiro”, defende Lucena.

Dados do Center for Study of Global Christianity, divulgados pelo Vaticano, apontam que 90 mil cristãos foram mortos no ano de 2016. Em termos de proporções, é como se cada cristão fosse morto a cada seis minutos a cada dia. Segundo informações, 70% destes cristãos foram mortos em conflitos tribais no continente africano. A maior parte do restante abrange mortes por ataques terroristas, destruição de povoados com moradores cristãos e, também, ataques de governos, como o da Coreia do Norte. No entanto, também se estima que no mundo mais de 500 milhões de pessoas não professam livremente a fé cristã.

“A cada dia fica nítido que cresce a cristofobia, portanto precisamos reagir com indignação, assim como a qualquer tipo de violência e de preconceito”, conclui Roberto de Lucena.

Texto: por Camila Cortez

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