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segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

Geração C: um olhar conectado para o consumo

Por Felipe Vanni

Já ouviu o termo Geração C? Talvez já tenha ouvido os termos Geração X, Y, Z, ou até mesmo millennials, que é apenas outra maneira para se referir ao grupo Y, nascido entre os anos 1980 e o começo dos anos 2000. O “C” nessa nomenclatura se refere a connected e collective, conectado e coletivo, respectivamente. Essa é uma geração que transcende as barreiras cronológicas, porém para entendê-la é preciso falar um pouco sobre os millennials.

A geração millennial nasceu uma época de acelerado desenvolvimento tecnológico, além de grande prosperidade econômica. Eles estavam aqui quando a internet surgiu, e isso mudou completamente o mundo inteiro. A globalização surgiu nessa geração, e foram seus representantes que aprenderam e mudar o mundo através dela, construindo pontes e derrubando muros.

A um clique de resolver problemas os millennials cresceram com um mindset focado no alcance da tecnologia. O que refletiu no seu comportamento como trabalhadores e consumidores. A tendência comportamental é a de se conectar, produzir conteúdo, de interagir, compartilhar, resolver imediatamente e estar sempre disponível, ativo, interessante. As relações via mídias sociais impulsionou a origem da Geração C.

Comprar e vender produtos ou serviços para o millennial se tornou uma tarefa que demandava conectividade, inovação e atualização. É por isso que as empresas das gerações anteriores começaram a remoldar seus modelos de negócios para se adequar a essas posturas. Para atingir a esse consumidor era preciso pensar como ele, e consequentemente produzir conteúdo focado em seu comportamento.

Esse grupo, composto por millennials e membros de outras gerações que se propuseram a encarar o mundo dos negócios com o mesmo olhar dos millennials, passou a se organizar pelo seu modo de agir, pensar e se relacionar de forma conectada. Eles são o que chamamos de Geração C. Ela é a prova máxima da necessidade de adequação de qualquer estratégia de comunicação para um cenário onde a conectividade seja protagonista.

As estratégias de marketing se focaram nas relações humanas. A produção de conteúdo gratuito para atingir o cliente, assim como o diálogo com ele de forma mais próxima e individual, são as características de personalização que ditam as regras de negócios. As pessoas de hoje, já não são influenciadas por propagandas na TV, eles procuram por resenhas em blogs antes de comprar algo, o conteúdo conta mais do que tudo e eles não estão satisfeitos em comprar, querem se relacionar com as marcas, e utilizam as redes sociais para isso.

Buscam se sentir incluídos, participantes dos processos de criação. Toda essa proximidade e relação permite a eles um comprometimento em maior escala. Eles serão clientes fieis, assim como trabalhadores mais dedicados. Aos mais velhos de casa cabe se inserir no grupo, buscar aprender mais e se “enturmar”. Essa Geração C tem espaço para todos, desde que o seu guia seja a inovação e a conexão.

Felipe Vanni é publicitário com ênfase em marketing, MBA pela FGV e proprietário da Hugny.
Sobre a Hugny: https://www.hugny.com.br

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