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terça-feira, 31 de janeiro de 2017

Tecnologia Educacional pode contribuir para reverter baixo desempenho do Brasil em matemática


O uso de tecnologias educacionais podem contribuir para reverter o baixo desempenho dos brasileiros no Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (PISA). Segundo recente relatório divulgado pela Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), o Brasil caiu no ranking mundial de educação em ciências, leitura e, principalmente, em matemática, que apresentou o pior desempenho. Entre os 72 países que participaram do PISA, o Brasil ficou em 66º lugar no ranking de conhecimentos e habilidades em matemática, índice considerado muito baixo pelos especialistas no assunto.

Para muitos, os resultados do PISA só reforçam a necessidade de se reavaliar o atual modelo de ensino da matemática no Brasil, sobretudo quanto ao uso da tecnologia em sala de aula, o que já é uma realidade nos países com melhor colocação.

Prova disso é um estudo recente da Western Sydney University (Austrália), realizado com alunos e professores que utilizam a plataforma de games educativos da Matific, startup israelense especializada em jogos digitais de matemática para os anos iniciais. A pesquisa revelou que o uso da plataforma melhorou em 34% o desempenho dos alunos nas avaliações, além de aumentar o engajamento nas aulas de matemática.

De acordo com Catherine Attard, especialista em matemática responsável pelo estudo “Além da melhora em desempenho nas provas, os alunos mudaram sua percepção em relação à matemática, uma das aulas mais temidas. A pesquisa comprovou que os estudantes passaram a gostar mais da disciplina pelo simples fato de sentirem que estavam verdadeiramente aprendendo com os jogos”, diz Catherine.

Cerca de 100 mil alunos brasileiros já utilizam tecnologia israelense nas aulas de matemática

No Brasil, a Matific vem contribuindo para a mudança desse cenário. Os mais de 100 mil alunos que utilizam a plataforma da Matific já colhem bons resultados. Esse é o caso da EE Padre Pasquale Filippelli, escola localizada em Diadema, que utiliza a plataforma há 2 anos e conquistou um resultado 25% acima da meta do Estado no IDEB 2015.

De acordo Dennis Szyller, Gerente Nacional da Matific, a tecnologia educacional pode contribuir para a obtenção de melhores resultados e em menos tempo. “A plataforma emite em tempo real relatórios de desempenho de cada aluno, dando ao professor uma poderosa ferramenta de avaliação. Assim, o educador pode adaptar os próximos jogos às dificuldades de aprendizagem de cada um”, comenta Szyller.

A psicopedagoga da Matific, Ana Paula Carmagnani destaca que, nos jogos educativos da empresa, as crianças aprendem os conceitos matemáticos por meio de situações do dia a dia, manipulando objetos familiares, como contagem de animais, classificação de potes de biscoito, cortando e colando figuras geométricas e assim por diante. “Essas interações guiadas são projetadas cuidadosamente para facilitar a exploração prática e a autodescoberta de conceitos e percepções matemáticos, dentro de um ambiente de aprendizagem favorável e divertido”, comenta Ana Paula.


A Matific é uma empresa startup Israelense que desenvolveu um premiado sistema educacional de matemática, projetado por uma equipe de especialistas e professores de matemática, engenheiros de software e desenvolvedores de jogos. A pedagogia é baseada no trabalho do professor Raz Kupferman da Universidade Hebraica (Hebrew University) em Jerusalém, e do professor Shimon Schocken do Centro Interdisciplinar de Herzelia. O sistema Matific é adotado em mais de 40 países, com um milhão de alunos, três milhões de jogos executados por mês e diversos prêmios internacionais por sua pedagogia e tecnologia.

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