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quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

Empresa brasileira está entre gigantes do varejo mundial; apesar de instabilidades, maiores grupos do mundo crescem 5,2% em 2016

·         250 varejistas líderes globais tiveram receitas somadas de US$ 4,3 trilhões no ano fiscal de 2015, equivalente a quase duas vezes e meia o PIB do Brasil naquele ano (US$ 1,77 trilhão);
·         Lojas Americanas é o único grupo brasileiro a integrar lista das grandes mundiais;
·         Foco no cliente é mais que nunca o fator determinante para economia do setor.

São Paulo, 8 de fevereiro de 2017 - As 250 maiores empresas varejistas do mundo geraram receitas somadas de US$ 4,31 trilhões no ano fiscal de 2015, representando um crescimento de 5,2% sobre os resultados do ano fiscal anterior, segundo aponta a pesquisa “Global Powers of Retailing 2017: A arte e a ciência dos clientes”, realizada internacionalmente pela Deloitte.  

"A desaceleração do crescimento econômico nas principais economias do planeta, a elevação dos níveis de endividamento nos países emergentes, a ocorrência de deflação ou de inflação baixa nos países ricos e uma tendência a reações mais protecionistas contra a globalização foram os fatores de destaque que contribuíram para formar um ambiente econômico desafiador para o varejo", explicou o Dr. Ira Kalish, economista-chefe da Deloitte Global. "O fato é que as pessoas continuam tendo a necessidade de fazer compras, então a indústria continua. Em alguns lugares, e em relação a alguns grupos de consumidores, a perspectiva para os varejistas é favorável."

Voltando aos resultados, entre os anos fiscais de 2010 e 2015, o crescimento anual das receitas dos maiores varejistas do planeta ficou, na média, em 5% a cada 12 meses.

250 maiores empresas globais

Pelo terceiro ano consecutivo, o crescimento da receita dos varejistas das áreas de vestuário e acessórios superou o de outros setores de produtos, dentre as 250 maiores empresas globais. Historicamente, esta categoria de varejistas também foi a mais rentável, e o ano fiscal de 2015 não foi exceção.

No entanto, as empresas da área de bens de consumo primários são, de longe, as maiores entre os varejistas (com receita média anual de cerca de US$ 21,6 bilhões, totalizando cerca de dois terços da receita somada entre as 250 maiores companhias), bem como as mais numerosas (133, ou pouco mais da metade de todas as empresas listadas no ranking).

O nível de globalização das empresas de varejo indicado pelo estudo segue no mesmo patamar registrado no ano anterior. Cerca de dois terços (66,8%) das 250 maiores empresas varejistas operavam também fora das fronteiras de seu país de origem e, em média, tinham unidades de varejo em mais de 10 países, captando pouco menos que um quarto de suas receitas (22,8%) em operações no exterior.

A maior empresa de varejo do mundo segue sendo a norte-americana Wal-Mart Stores, com receitas somadas de US$ 482,13 bilhões no ano fiscal de 2015, crescimento de 2,7% ante o período anterior. Entre as dez maiores companhias listadas no ranking, seis são dos Estados Unidos; duas, da Alemanha; uma, da França; e outra, do Reino Unido.

Para fazer parte do ranking das 250 maiores empresas de varejo do mundo, a receita anual exigida da última colocada da lista, a japonesa DCM Holdings Co., Ltd., somou US$ 3,508 bilhões em receitas no ano fiscal de 2015.

A arte e a ciência dos clientes

O estudo Global Powers of Retailing 2017 também discute a arte e a ciência na participação do cliente para ajudar os varejistas a criar novas experiências, possibilitadas pelas tecnologias adequadas, e destinadas a fortalecer a lealdade do cliente. O que antes era considerado futurista, hoje é esperado como usual.

De acordo com o levantamento, os varejistas inovadores sabem que a tecnologia não é mais complementar à experiência de compra, ela é fundamental. A tecnologia, por si só, no entanto, não é suficiente. Os clientes estão buscando produtos e experiências novas e surpreendentes.

As cinco principais tendências identificadas no relatório são:

·         Menos é mais. Os clientes estão se reconhecendo individualmente menos por quantas coisas eles próprios possuem e mais por o quão madura está sua história de vida em relação a suas posses e experiências;

·         Economia dos “seguidores”. Os clientes estão buscando experiências e produtos que reflitam a marca pessoal que eles imprimem e disseminam nas mídias sociais;

·         Redefinição do varejo no mundo. O “maker movement” (movimento que celebra o “fazer” aliado à tecnologia, à criatividade e à bricolagem), a economia compartilhada e outros fatores tornaram cada vez mais difícil definir o que um varejista é, e o que ele faz. Varejistas não tradicionais estão desenvolvendo novos modelos de negócios para atender as necessidades dos clientes, tais como serviços de assinatura e vendas-relâmpago;

·         Compras “sob medida” e satisfação. A relevância dos negócios será determinada pela capacidade dos varejistas em atender e satisfazer a mentalidade do cliente moderno, que exige tudo “sob medida”;

·         Modo de vida exponencial. Tecnologias exponenciais, como inteligência artificial, robótica e realidade virtual, estão mudando a forma como vivemos e como iremos fazer compras.
"Nos últimos 20 anos, percebemos uma mudança radical no varejo e nos clientes que os varejistas atendem", diz Vicky Eng, líder da área de Varejo e Consumo da Deloitte Global. "Estamos vivendo uma era em que os clientes estão, mais do que nunca, à frente da direção, no banco do motorista, sedentos por autenticidade, novidade, conveniência e criatividade. Estamos vivendo a economia voltada para o cliente", conclui.

A lista dos 10 maiores varejistas do mundo

TOP 10 GLOBAL
 
Ranking                    em receitas*
Nome da empresa
País de origem
Receitas*      (US$ bilhões)
 
 
1
Wal-Mart Stores, Inc.
Estados Unidos
482,13
 
2
Costco Wholesale Corporation
Estados Unidos
116,199
 
3
The Kroger Co.
Estados Unidos
109,83
 
4
Schwarz Unternehmenstreuhand KG
Alemanha
94,448
 
5
Walgreens Boots Alliance, Inc.
Estados Unidos
89,631
 
6
The Home Depot, Inc.
Estados Unidos
88,519
 
7
Carrefour S.A.
França
84,856
 
8
Aldi Einkauf GmbH & Co. oHG
Alemanha
82,164
 
9
Tesco PLC
Reino Unido
81,019
 
10
Amazon.com, Inc.
Estados Unidos
79,268
 
Total de receitas*
1.308
 
* Base: ano fiscal de 2015
   

Única brasileira no ranking das 250 maiores varejistas

Na atual edição da pesquisa Global Powers of Retailing, apenas uma empresa brasileira aparece listada no ranking dos 250 maiores varejistas mundiais: as Lojas Americanas S.A., ocupando a 170ª posição, com receitas de US$ 5,479 bilhões no ano fiscal de 2015, crescimento de 13,8% em relação ao resultado do ano fiscal anterior.

Vale destacar que 2015 foi um ano de forte variação cambial, com o real sendo a segunda moeda do mundo a mais se desvalorizar em relação ao dólar: com 32,92% de recuo. Essa forte queda do valor da divisa brasileira afetou o enquadramento das empresas brasileiras no ranking.

“O ano de 2015 foi duro para o Brasil e, como não poderia deixar de ser, difícil para o comércio varejista em geral. A combinação negativa de alta do desemprego, queda na renda do consumidor, inflação em disparada e conseguinte recuo no consumo mexeu com as vendas das empresas no país, causando, em geral, impactos que deprimiram os resultados. Isso tudo, somado à forte desvalorização do real ante o dólar, empurrou as companhias brasileiras para baixo no ranking das gigantes mundiais, fazendo com que apenas as Lojas Americanas apareçam na atual lista”, explica Reynaldo Saad, sócio-líder para a indústria de Bens de Consumo e Produtos Industriais da Deloitte Brasil. “Espera-se que 2017 seja um ano de retomada no varejo, já que 2016 também foi difícil para o setor.”

No ano fiscal de 2014, duas companhias nacionais figuravam entre as 250 maiores do varejo mundial: as Lojas Americanas, então na 143ª colocação da lista; e o Magazine Luiza, que ocupou na ocasião a 217ª posição do ranking.
O estudo atual mostra ainda que as Lojas Americanas aparecem em outros dois rankings de liderança varejista elaborados pela Deloitte: as 50 maiores varejistas do comércio eletrônico, lista na qual a brasileira figura na 21ª colocação; e o ranking das 50 empresas globais de crescimento rápido, em que surge na 39ª posição.

Para ter acesso a mais informações, visite o site da Deloitte: www.deloitte.com.br.

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