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quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

Melhora a expectativa dos empresários em relação à atividade na indústria da construção


Pesquisa da CNI mostra que empresários esperam a manutenção do nível de atividade nos próximos meses. Números apontam queda do pessimismo quanto ao número de empregados e novos empreendimentos

Os empresários da construção esperam, pela primeira vez, desde julho de 2014, a manutenção do nível de atividade para os próximos seis meses. Apesar de a maior parte dos indicadores de expectativas permanecer abaixo da linha divisória de 50 pontos, que separa as perspectivas positivas das negativas, o indicador de expectativa de atividade registrou, neste mês de fevereiro, índice de 50,3 pontos, um crescimento de 2,9 pontos em relação a janeiro. No acumulado dos dois primeiros meses do ano, a alta foi de 6,1 pontos. Os números são da Sondagem Indústria da Construção, divulgada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) nesta quarta-feira, 22 de fevereiro.

“As mudanças no programa Minha Casa, Minha Vida e a queda da taxa básica de juros devem contribuir para a melhora do setor”, afirma a economista da CNI Flávia Ferraz.

Na avaliação da CNI, o índice registrado na linha dos 50 pontos aponta a tendência de manutenção do nível de atividade para os próximos meses. No entanto, os indicadores de emprego, de compras de insumos e de novos empreendimentos permanecem abaixo da linha divisória, embora tenham apresentado crescimento entre janeiro e fevereiro, o que indica menor pessimismo por parte dos empresários.

EMPREGOS E INVESTIMENTOS - De acordo com a pesquisa da CNI, a expectativa de novos empreendimentos e serviços aumentou 1,4 ponto em fevereiro, atingindo 48 pontos. Em relação às perspectivas de compras de insumos e matérias-primas e ao número de empregados, os indicadores subiram 3,0 e 1,4 pontos em fevereiro, na comparação com o mês anterior, e acumulam alta de 6,1 e 4,5 pontos no ano.

Os números também mostram uma leve queda na intenção de investimento em razão da elevada ociosidade da indústria da construção e do nível de atividade ainda considerado baixo. O índice recuou de 27,7 pontos, em janeiro, para 26,8 pontos, em fevereiro.

O levantamento foi feito entre 1º e 13 de fevereiro com 615 empresas, das quais 196 pequenas, 285 médias e 134 de grande porte.

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