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quarta-feira, 5 de abril de 2017

Torturado por militares, Amado Batista pede a volta da ditadura


Amado Batista deixou Fábio Porchat inquieto nessa terça, 4, durante a gravação do Programa do Porchat.

O cantor, que foi preso e torturado durante a ditadura militar, usou o talk-show para fazer campanha pelo retorno do controle militar no País. "Prefiro a ditadura a essa anarquia que está hoje", disse.
O cantor aproveitou a ocasião para declarar em quem votará na próxima eleição presidencial. "Democraticamente, (o próximo presidente) tem que ser Jair Bolsonaro". O programa vai ao ar nesta quarta-feira, dia 5, na Record TV. 

Em 2013, durante uma entrevista para a jornalista Marília Gabriela, o músico detalhou o caso da torutra. "Me bateram muito. Me deram choques elétricos. Um dia me soltaram, todo machucado. Fiquei tão atordoado. Queria largar tudo e virar andarilho", explicou.

Ele também disse que não confrontaria os torturadores. "Não. Eu acho que mereci. Fiz coisas erradas, eles me corrigiram, assim como uma mãe que corrige um filho. Acho que eu estava errado por estar contra o governo e ter acobertado pessoas que queriam tomar o país à força. Fui torturado, mas mereci". Para o músico, a repressão foi um instrumento necessário naquele contexto, para evitar que "o Brasil virasse uma [espécie de] Cuba".

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