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quinta-feira, 11 de maio de 2017

Simulações computadorizadas concluem que o Mar Vermelho realmente se abriu


Ciência e religião geralmente são tidas como duas forças que se repelem, embora cientistas de todo o mundo já tenham trabalhado para avaliar a possibilidade dos eventos bíblicos terem ocorrido.Ciência e religião geralmente são tidas como duas forças que se repelem, embora cientistas de todo o mundo já tenham trabalhado para avaliar a possibilidade dos eventos bíblicos terem ocorrido. Um dos eventos mais famosos, a abertura do Mar Vermelho, que ocorreu com a ajuda de Moisés dividindo as águas para que os israelitas pudessem fugir do exército do Faraó, foi estudado recentemente por pesquisadores do National Center Atmospheric Research (NCAR) dos EUA. Por meio de uma simulação computadorizada, eles recriaram a situação descrita no Êxodo.

Os resultados das simulações, publicados na revista PlosOne, mostraram que a separação do Mar Vermelho, conforme descrito na Bíblia, poderia ter sido causada por ventos fortes que abriram uma passagem de terra no local, permitindo que as pessoas atravessassem o mar em segurança. Os pesquisadores mostraram que um vento forte vindo do leste soprou durante a noite, empurrando para trás ambas as vias navegáveis, abrindo uma ponte de terra no processo. Assim que o vento diminuiu, as águas se fundiram novamente.

O estudo se baseia em uma reconstrução das prováveis localizações e profundidades das vias navegáveis do delta do rio Nilo, que se deslocaram consideravelmente ao longo do tempo. Segundo Carl Drews, do NCAR, “as simulações combinam bastante com o relato em Êxodo”. “A separação das águas pode ser entendida através da dinâmica dos fluidos”, disse. “O vento move a água de uma forma que está de acordo com as leis físicas, criando uma passagem segura com água em dois lados e, em seguida, abruptamente permitiu que a água voltasse ao normal”.

O estudo em questão faz parte de um projeto de pesquisa maior comandado por Drews, sobre os impactos dos ventos nas profundidades das águas, incluindo a extensão em que os tufões do Oceano Atlântico podem gerar ondas de tempestade. Como aponta para um possível local ao sul do Mediterrâneo onde a travessia provavelmente aconteceu, o estudo também poderia ajudar arqueólogos e historiadores que pesquisam sobre o assunto.

Em contraponto, outros cientistas também procuraram explicar a passagem bíblica através de diferentes processos naturais. Alguns especulam que um tsunami possa ter causado o recuo lateral das águas, mas os cientistas argumentam que tal fenômeno não teria causado essa divisão gradual, ou ainda que, mesmo assim, houve ajuda do vento.

Outros acreditam que o evento se deu por meio de um fenômeno chamado “windsetdown”, no qual uma forte rajada de vento soprou de forma persistente, antes de parar abruptamente, até que baixou os níveis de água em uma área particular, empilhando essa porção líquida a favor da ventania. Agora, o timing perfeito dessa situação ainda é algo que os cientistas não podem explicar. Eles assumem que tudo simplesmente aconteceu na hora certa.


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