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quinta-feira, 28 de setembro de 2017

Sal

Em pura saudade plantei, menos mal
enfrentei brumas de desassossego
pela vez primeira adormeci o joelho
nas venerandas madeiras da catedral.

A memória entorpecida chorava
o sal da vida lá fora, na algaravia
Não a via e não a ouvia
O silêncio era de pedra e ambrutecia

Pouco a pouco, miúdos, lágrimas,
Mostraram-me a dinâmica
O homem só planta  as rimas
Pedaços soltos de sua mímica

E assim como fui, voltei ao quintal,
fora-se como viera brutal
aquele incrível vendaval
E senti-vos chamar-me, e amar-me.


Amadeu Roberto Garrido de Paula

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