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quinta-feira, 21 de dezembro de 2017

Aumenta o número de Estados que poderão receber alertas de desastres naturais por SMS


A partir de agora, os moradores do Rio Grande do Sul, Espírito Santo e Rio de Janeiro vão poder receber mensagens de celular com alertas da Defesa Civil. O serviço, que é gratuito, tem como objetivo orientar a população quanto aos procedimentos a serem adotados diante do risco de inundações, alagamentos, temporais ou deslizamentos de terra, entre outras ocorrências. É o que explica o diretor do Centro Nacional de Gerenciamento de Riscos e Desastres, Élcio Alves Barbosa.

“O objetivo deste serviço é informar a população da probabilidade de ocorrência de inundações, enxurradas, deslizamentos, ou seja, desastres naturais, eventos adversos para que a população tenha conhecimento e se prepare antecipadamente a ocorrência do evento. Então o objetivo principal é proporcionar informação para salvar vidas.”

Inicialmente, estes alertas foram testados por seis meses em 25 cidades de Santa Catarina e Paraná, atendendo mais de meio milhão de usuários da telefonia móvel. Segundo o diretor do Centro Nacional de Gerenciamento de Riscos e Desastres, a expectativa é que até março de 2018 todos os Estados brasileiros sejam contemplados.

“Este serviço começou pelo Paraná e Santa Catarina. Nós também ampliamos para a cidade de São Paulo, para todo o Estado e, agora, estamos começando com Rio de Janeiro, Espírito Santo e Rio Grande do Sul. Em janeiro começaremos com Goiás, Mato Grosso do Sul e Minas Gerais, e assim por diante até março onde terminaremos toda a cobertura no território brasileiro.”

Para ter acesso a este serviço, é preciso cadastrar o CEP de interesse, respondendo à mensagem SMS encaminhada pelas operadoras de telefonia móvel. Em seguida aparecerá a seguinte mensagem: "Defesa Civil Nacional informa: novo serviço de envio de SMS gratuito com alertas de áreas de riscos. Aí a partir do momento que o cidadão coloca o CEP, o celular dele já vai estar apto para receber os alertas da Defesa Civil. E se quiser, você pode cadastrar mais de um CEP. O serviço também pode ser cancelado a qualquer momento.

O primeiro país a utilizar este alerta foi o Japão, em 2007, e hoje em dia, mais de 20 países, entre eles o Canadá, Chile, Bélgica e Filipinas oferecem serviços parecidos.


Saiba mais sobre os alertas

A decisão de enviar um alerta de risco é feita em conjunto com a equipe multidisciplinar depois de ocorrer uma avaliação do ambiente. Segundo o Centro Nacional de Gerenciamento de Riscos e Desastres, os níveis de risco e alerta serão totalmente dependentes de condições previamente presentes, tais como, exposição da população ao risco, nível atual e previsto para determinado rio e de condições meteorológicas favoráveis à ocorrência de desastres naturais.

Em caso de alerta de risco de nível MODERADO não se descarta a possibilidade do fenômeno alertado e, se ocorrer, espera-se um impacto moderado para a população. Recomendam-se ações previstas no plano de contingência, como o sobreaviso das equipes municipais.

Em caso de alerta de risco de nível ALTO, a probabilidade de ocorrência do desastre é alta, assim como seu impacto potencial para a população. Recomendam-se as ações previstas no Plano de Contingência Municipal e demais ações previstas neste, tais como: verificação in loco nas áreas de risco, acionamento dos órgãos locais de apoio, preparação de abrigos e rotas de fuga etc.

Em caso de alerta de risco de nível MUITO ALTO, existe probabilidade muito alta de ocorrência do fenômeno alertado e com potencial para causar grande impacto na população. Recomendam-se aos órgãos municipais de proteção e defesa civil as ações previstas no Plano de Contingência Municipal, tais como: verificação in loco nas áreas de risco, acionamento de sistema de sirenes, possibilidade de desocupação das áreas de risco, deslocamento das equipes de resposta para as proximidades das áreas de risco etc.


Apoio federal

Recentemente, o Ministério da Integração Nacional autorizou a liberação de R$ 247 milhões para ações de defesa civil em municípios de sete estados - Goiás, Bahia, Rio de Janeiro, São Paulo, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Pará. As regiões que vão receber o aporte federal foram atingidas por algum tipo de desastre natural e vão utilizar este recurso para auxiliar a população, prestando socorro, para recuperar áreas danificadas e para fazer a prevenção em áreas de risco.

Para ter este apoio federal, é preciso que os municípios apresentem um relatório com o diagnóstico dos danos e o Plano Detalhado de Resposta. O documento vai ser analisado e, se for aprovado, o recurso é definido e disponibilizado pelo Ministério da Integração.




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